domingo, maio 31, 2020

Atletas pedem votação de projeto de lei da Câmara que prevê ajuda ao esporte na pandemia

Sem treinos nem jogos, Ginásio Pedrocão, em Franca, segue vazio  — Foto: Reprodução/EPTV

Alguns atletas começaram uma campanha para criar uma mobilização do setor esportivo a favor da votação do Projeto de Lei 2824/20, que tramita na Câmara dos Deputados, e estabelece uma série de medidas de ajuda ao esporte nacional enquanto durar a pandemia da Covid-19. 

Nomes como o da medalhista olímpica Adrianinha, do basquete, da ala-pivô Damiris, da WNBA e da seleção brasileira de basquete, do campeão mundial Luciano Correa e da ex-nadadora Joanna Maranhão, hoje, Secretaria Executiva de Esportes da Prefeitura do Recife, já publicaram em suas contas nas redes sociais o apelo à comunidade do esporte para pressionar os deputados a aprovar esse Projeto de Lei proposto pelo deputado federal Felipe Carreras (PSB-PE).

- A cultura ontem teve vitória importante e significativa. O esporte é mais uma área diretamente afetada pela pandemia e a gente também pode se mobilizar! Vamos juntos pra que a #PL2824 seja colocada em votação - escreveu Joanna Maranhão no Twitter, destacando a hashtag #OEsporteTemPressa.

Entre as ações previstas, estão: Complementação de um salário mínimo para os informais do setor, limitado a renda de dois salários mínimos; Durante a pandemia, não poderá ser cortada: água, energia e serviços de telecomunicações das empresas do setor; Prorroga por um ano a aplicação, realização e prestação de contas de projetos de lei de incentivo e permite que os impostos possam ser pagos em até 12 meses; Diz que competições e treinamentos só poderão iniciar mediante regulamentação do Ministério da Saúde, entre outras. A previsão inicial é que a regra vigore até 31 de dezembro de 2020 ou até quando perdurar o estado de emergência de saúde decorrente da pandemia.

Por Globo Esporte Brasília Foto: Reprodução/EPTV

Federação Internacional de Basquete lança diretrizes para retomada de competições nacionais

Brasil na Copa América de Basquete — Foto: FIBA

A Fiba (Federação Internacional de Basquete) anunciou nesta terça-feira uma série de diretrizes para que a modalidade possa ser retomada de eventos nacionais em meio à pandemia do novo coronavírus. A entidade, que é baseada na Suíça, criou uma ferramenta em parceria com a Organização Mundial de Saúde para orientar decisões para a volta à prática em países.

A comissão médica da Fiba foi a encarregada de escrever o documento em conjunto com um comitê médico especialmente criado para o enfrentamento à Covid-19. O estudo foi remetido às federações nacionais, mas não sugeriu data para que haja reinício de torneios.

- Esta lista de diretrizes será benéfica para a comunidade do basquete no que diz respeito à retomada. Todos nós sentimos falta do nosso esporte sendo disputado de maneira segura e conforme a situação que envolve a Covid-19 evolui, a Fiba permanece comprometida em dar orientações para um ambiente seguro - afirmou o secretário-geral da entidade, Andreas Zagklis.

As competições de basquete estão interrompidas, em quase todos os lugares do mundo, desde a metade de março - a NBA, por exemplo, paralisou sua temporada em 11 de março.

As diretrizes informam que as federações devem, antes de retomar seus campeonatos, criar comitês dedicados para avaliar as atualizações de cenários da Covid-19 no mundo; atuar em consonância com órgãos de governo para definir procedimentos; dar orientações educativas para jogadores e treinadores sobre prevenção ao coronavírus; limitar acessos a locais de treinamento e competições; e incentivar o distanciamento social, mesmo com a retomada.

O documento também pede que haja estritas medidas médicas: por exemplo, testagem para todos os envolvidos, assim como tratamento garantido a todos. Viagens também precisam ter planejamento especial, com preparação e sanitização dos meios de transporte, sejam aviões ou automóveis.

Caso haja acesso de espectadores aos jogos, a Fiba preconiza que seja permitido um número mínimo, com respeito ao distanciamento e cuidados a pessoas do grupo de risco.

Por Globo Esporte São Paulo Foto: FIBA

Thomas Bach discute consequências do coronavírus com membros do COI

Thomas Bach, presidente do COI — Foto: REUTERS/Denis Balibouse

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, se reuniu virtualmente nesta quarta-feira com membros da entidade para discutir o impacto da pandemia do coronavírus nos eventos olímpicos, que incluem o adiamento das Olimpíadas de Tóquio para 2021.

O encontro contou com a presença de 100 componentes do Comitê. É a primeira vez desde a confirmação da mudança na data da realização dos Jogos Olímpicos que Bach se reúne com os componentes do COI para discutir as consequências do vírus que já infectou mais de 5 milhões de pessoas em 188 países.

- O COI realizou, hoje, uma série de consultas internas com seus membros para ouvi-los, em preparação a sessão que está sendo organizada pela diretoria do COI em seu próximo encontro no dia 10 de junho - disse em comunicado.

O encontro contou com a participação do diretor-médico e científico do COI, Richard Budgett, que discutiu sobre a influência de uma possível vacina contra o Covid-19 na realização das Olimpíadas. Nesta semana, o vice-presidente do COI, John Coates, disse que a criação de uma vacina não poderia garantir os Jogos de Tóquio, já que nem todos os países envolvidos na competição estão avançando no controle da pandemia.

O intuito de Bach nas reuniões foi ouvir as sugestões dos membros do COI no que poderia ser feito para conter os potenciais impactos da pandemia na preparação para os próximos eventos, segundo fontes. Os próximos encontros visam avaliar as condições mundiais tendo em vista a preparação para as Olimpíadas, e estão previstos para 10 de junho e 16 de julho. Os resultados dos debates vão ser discutidos em uma reunião marcada para 22 de julho.

A realização das Olimpíadas de Tóquio, adiadas para julho de 2021, está ameaçada pelo coronavírus. Thomas Bach já havia admitido, anteriormente, que o novo prazo para a organização dos Jogos, em 23 de julho a 8 de agosto de 2021, seria a "data limite", caso a pandemia não seja controlada até o ano que vem.

- É a última opção. Francamente, entendo isso porque você não pode empregar para sempre 3.000 ou 5.000 pessoas em um comitê organizador. Você não pode mudar todos os anos todo o calendário esportivo mundial de todas as principais federações. Você não pode ter os atletas em incerteza. Você não pode ter tanta sobreposição com os futuros Jogos Olímpicos, por isso entendo essa abordagem de nossos parceiros japoneses.

Por Globo Esporte Rio de Janeiro Foto: REUTERS/Denis Balibouse

Equipes de Fórmula 1 ficarão limitadas a 80 pessoas em corridas sem público

Equipes de Fórmula 1 ficarão limitadas a 80 pessoas em corridas ...

As dez equipes da Fórmula 1 serão limitadas a um máximo de 80 pessoas cada em corridas realizadas sem espectadores quando a temporada começar em julho.

Os regulamentos esportivos revisados ​​para 2020, publicados pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), detalham as condições para esses 'eventos fechados'.

"Desde o início de um evento fechado até a declaração da classificação oficial da corrida, nenhum competidor pode ter mais de um total de 80 funcionários dentro dos limites do circuito", de acordo com as regras.

"Não mais que 60 desses funcionários da equipe que estão dentro dos limites do circuito podem estar associados de alguma forma à operação dos carros."

Segundo as regras, trabalhadores cujos deveres estão relacionados com hospitalidade, patrocinadores, marketing, relações públicas, segurança ou condução de caminhões para o evento não são considerados pessoal operacional.

A Fórmula 1 começará a temporada com portões fechados na Áustria, no início de julho, seguida de várias corridas em condições semelhantes em outras partes da Europa.

Da Reuters via BandSports Foto: Tracey Nearmy/Reuters

Campeonato Italiano é liberado para voltar à ativa em 20 de junho

band.uol.com.br

O Campeonato Italiano recebeu autorização para voltar à ativa em 20 de junho após a pausa forçada pela pandemia do novo coronavírus, disse o ministro dos Esportes do país, Vincenzo Spadafora, na quinta-feira, 29.

Ele acrescentou que existe a possibilidade de o retorno da temporada, que foi suspensa em 9 de março, ser precedida por partidas da Copa da Itália uma semana antes.

Spadafora fez o anúncio após uma teleconferência com representantes da Federação Italiana de Futebol (FIGC), a associação de jogadores e a liga italiana.

"A Itália está ressurgindo, e é perfeitamente certo que o futebol também possa recomeçar", disse ele aos repórteres, acrescentando que o governo aprovou medidas sanitárias sugeridas pela FIGC e um plano B caso a liga tenha que parar novamente.

"À luz disso, podemos dizer que o campeonato pode recomeçar em 20 de junho", afirmou Spadafora.

Faltam 12 rodadas de partidas por disputar, e mais quatro jogos de rodadas anteriores.

A Juventus, que busca um novo título consecutivo, lidera a tabela com 63 pontos em 26 jogos, um ponto à frente da Lazio, que está invicta há 21 partidas.

A Inter Milão tem oito pontos a menos e ocupa a terceira colocação com um jogo a menos.

Da Redação BandSports, com Reuters Foto: Daniele Mascolo/Reuters