segunda-feira, julho 14, 2014

Dunga pede nova mentalidade sobre craque

Dunga pede cautela sobre novos craques brasileiros / Eduardo Martins/AG. A Tarde/Folhapress


Capitão do Brasil na conquista do tetra em 1994 e técnico da seleção em 2010, Dunga evitou maiores críticas à seleção brasileira depois dos 7 a 1 que o time levou da Alemanha na semifinal. Em entrevista para a Fifa, Dunga acredita que é necessário mudar a mentalidade sobre os craques.

"As pessoas têm que entender que uma seleção não é montada só com os melhores jogadores, mas, sim, com aqueles que se encaixam nas características de que você precisa. O futebol se equiparou muito. O problema é que, no Brasil, a gente acha que, se um jogador é excepcional, ele não precisa ter função tática. É essa mentalidade que precisa mudar", afirmou.

O técnico, que hoje está sem clube, diz que a "Alemanha fez o que o Brasil fazia há muito tempo".

"[A Alemanha] Montou um triângulo num lado do campo e depois passou a mudar o jogo, com passes de 40, 50 metros. E a vantagem é que ela tinha o jogador ideal do lado oposto, que era o [Thomas] Müller, com velocidade e qualidade para dar sequência. É até delicado falar que eles não fizeram nada de anormal ou de excepcional. Mas eles fizeram, sim, porque isso é simplesmente o que todo time sonha em fazer", disse.

"Se a gente reparar nos gols, os brasileiros estavam sempre em superioridade de marcação --mas a quatro ou cinco metros de distância. E, hoje em dia, quando é preciso jogar de forma bem compacta, dar esse espaço pode ser fatal", completou na entrevista para a Fifa.

Dunga ainda acredita que muitos jogadores do Brasil poderão estar na Copa de 2018, na Rússia. E defendeu ainda que atletas mais velhos possam estar na seleção. Citou o caso do atacante Miroslav Klose, de 36 anos, que virou o jogador com mais gols na histórias das Copas.

O treinador aproveitou para se defender das críticas que levou há quatro anos, quando deixou a seleção totalmente concentrada na África do Sul. Na ocasião, a seleção foi eliminada nas quartas de final pela Holanda após perder por 2 a 1, de virada. Naquela Copa, Dunga ainda proibiu que seus jogadores dessem entrevistas fora do horário.

"Eu fui muito criticado por deixar os jogadores mais concentrados, mas é difícil para os outros entenderem que, com o espaço de tempo sendo curto, você precisa aproveitar tudo da melhor maneira possível. Para uma seleção, Copa é trabalho. Para quem está ao redor, é uma festa. Então, tem que saber dividir bem, porque a cobrança será alta. Haverá discussões, mas, não é porque perdemos que se pode dizer que tudo está errado. Há muitas coisas boas que precisam ser aproveitadas."

Da Folhapress Eduardo Martins AG. A Tarde 
Folhapress

domingo, julho 13, 2014

Copa do Mundo: Alemanha e Argentina se reencontram por título

Muller e Messi são as esperanças de gols de seus países / Gabriel Bouys e Adrian Dennis/AFP

Alemanha e Argentina entram em campo neste domingo, no Maracanã, para escrever parte importante da história do futebol, ao decidirem o que foi a melhor Copa do Mundo dos últimos anos. O duelo, o mais repetido em finais, serve de tira-teima entre as seleções, que já decidiram o Mundial duas vezes, com uma vitória para cada um. O curioso é que, a ver pelos estilos que empregam, os times parecem estar com os papéis trocados.

Na primeira vez que decidiram uma Copa, em 1986, a Argentina tinha Maradona para fazer a diferença no México e garantir o bi da seleção. Quatro anos depois, a Alemanha deu o troco contra o mesmo Maradona, que, praticamente sozinho, apesar do protagonismo importante de Caniggia, não conseguiu parar a eficiência germânica.

Neste domingo, ainda que pese a presença de Messi no lado argentino, são alemães é que devem apresentar um futebol mais técnico, com muitas opções de jogadores de habilidosos. Isso diante de uma Argentina mais preocupada em defender primeiro, para depois sair, sem riscos, em busca dos gols. Os papéis históricos das seleções, portanto, parecem trocados quase 30 anos depois.

Alemanha com dobro de gols
Os números ajudam a provar isso. A Alemanha marcou 17 gols na Copa, contra 8 da Argentina, que sofreu apenas três, ainda assim todos na fase de grupos. Das oitavas em diante, quando um erro pode ser fatal, a defesa do time de Alejandro Sabella não foi vazada em três jogos. Os alemães levaram um gol a mais.

No total, as seleções se enfrentaram 20 vezes no âmbito da Fifa, com vantagem para a Argentina, com nove vitórias, contra seis da Alemanha (foram cinco empates). Em Copas, porém, os alemães foram melhores. Em seis partidas, os germânicos triunfaram três vezes, sem contar com o empate no tempo normal e vitória nos pênaltis nas quartas de final de 2006. Houve ainda um 0 a 0 na fase de grupos de 1966.

A última e única vez que a Argentina bateu a Alemanha em um Mundial foi justamente nos 3 a 2 da final de 1986. Ao comentar a partida na véspera da final, Sabella foi lacônico. “Esperamos que o resultado seja o mesmo, que a situação se repita frente a um adversário tão poderoso”, disse o técnico, em entrevista coletiva pouco esclarecedora sobre seu futuro na seleção e o time que vai a campo.

O mistério se Di María, com dores na coxa direita, volta deve continuar até momentos antes de a bola rolar. É provável que Pérez siga no time. Sobre sua permanência, o treinador disse apenas que só vai pensar na decisão após o jogo.

Ecos de 2010
Na Alemanha, Joachim Löw deve repetir o time que goleou o Brasil por 7 a 1 na semifinal. O técnico, que estava presente na goleada de 4 a 0 sobre a Argentina nas quartas de 2010, diz não ter medo de um possível clima de revanche. “Não temo nada”, declarou o treinador, que elogiou a defesa mais organizada da argentina em relação à zaga que atuou na África do Sul.

“A Argentina consegue defender e pressionar o adversário. Já mostraram que podem ser estáveis com oito ou nove recuados para depois contra-atacar”, analisou Löw.

Também requisitado a comentar a goleada de 2010, Sabella arriscou uma análise sobre a defesa que levou, em um único jogo, mais gols que seu time em seis partidas.

“Talvez esse time seja mais conservador que o de quatro anos atrás. Vamos buscar o triunfo por uma caminho diferente”, declarou o técnico.

Por Romulo Tesi Rio de Janeiro via Band Esportes Foto Gabriel Bouys e Adrian Dennis AFP

Prefeitura de Santana do Seridó inaugura iluminação do Mini campo Beira Rio da comunidade Tuiuiú


A Prefeitura Municipal de Santana do Seridó-RN na Administração do Prefeito Adriano Gomes o popular Dril, ( 1º na foto da esquerda para a direita), inaugurou na noite desta sexta-feira (11) os refletores do Mini-Campo Beira Rio da comunidade Tuiuiú no município santanense. 

O campo de futebol que era gramado, agora recebe a iluminação graças ao empenho da vereadora Nenen (Foto), que apresentou na Câmara Municipal de Santana do Seridó, um requerimento solicitando ao prefeito que iluminasse o mini-campo da comunidade Tuiuiú, cuja proposição foi aprovada por todos os Edis que formam o Poder Legislativo Santanense.


Por ocasião da inauguração dos refletores, houveram dois jogos amistosos: O primeiro a equipe de veteranos do Palmeiras do Tuiuiú, perdeu para a Associação Master de Santana do Seridó por 2 x 1. Os gols foram marcados por Pretinho e Dril para a equipe santanense e Welson para o Plameiras.


As equipes atuaram da seguinte maneira:
O Palmeiras com: Galego de Mocó (Foto), Zezão, Fabinho,João Peitica, Balaca, Zeca, Jackson e Welson. Jogando ainda Dailton e Mágno César.
A Associação Master de Santana do Seridó jogou com: Artur, Carlinhos, Jairo, Robinho, George, Gil, Pretinho e Dril. Jogando ainda Alexandre, Neguinho, Joãozinho e Minininho.
O segundo jogo foi entre o Plameiras do Tuiuiú e a Seleção Sub-17 de Santana do Seridó, onde o Palmeiras venceu pelo placar de 2 x 0. Os gols da equipe palmeirense foram assinalados por Marcos e Janilson.

As equipes atuaram da seguinte maneira:
O Palmeiras com: Galego de Mocó, Chagas, Ivan, Bordado, Marcos, Dailton, Inaildo e Diton. Jogando ainda Luan, Josenildo, Janilson e Carlos.
A equipe santanense jogou com: Ítalo, Paulinho, Sérgio, Maxuel, Charles, Luan, Axel e Daniel. Jogando ainda Alan, Mateus e Marcelo. O Árbitro dos dois jogos foi o Sr. Júnior com uma boa atuação.

Fonte Blog do Toscano Neto

Duelo pela artilharia esquenta decisão


‘’Copa das Copas’’, assim é definido o Mundial disputado em território brasileiro. Em 62 jogos disputados, a bola balançou as redes 170 vezes, com uma média de 2,74 gols por jogo. A artilharia tem destaque para uma revelação.

James Rodriguez, um dos destaques desta Copa. Foi o nome que mais apareceu nos placares durante o torneio. Em 5 jogos o colombiano anotou a sua marca 6 vezes, tendo destaque o lindo gol anotado contra o Uruguai.

O jogador do Monaco da França, chegou para a competição como apenas uma promessa, porém com a responsabilidade de suprir a falta de Falcao García. E não decepcionou, por enquanto o camisa 10 dos cafeteros lidera a artilharia da Copa do Mundo, sendo seguido de perto por Müller e Messi.

Já fora das fases finais, El Bandido Rodriguez não pode aumentar a sua marca. Entretanto, o alemão Müller é o jogador mais cotado para pelo menos empatar com o colombiano, com 5 gols nessa Copa (3 deles marcados contra Portugal) o atacante ainda tem a final para tentar alguma coisa.

Correndo por fora, está Messi. Com 4 tentos o argentino do Barcelona, por enquanto não marcou na fase de mata-mata, mas terá a chance de reverter essa situação na final de domingo.
Curiosidade
Essa foi a Copa na qual Miroslav Klose se tornou o artilheiro de todos os mundiais. Com gols anotados contra Gana e Brasil o atacante da Lazio da Itália ultrapassou Ronaldo que até então era o detentor da marca.

Confira a lista da artilharia atualizada antes da decisão:
6 GOLS

Colômbia - James Rodríguez

5 GOLS
Alemanha - Thomas Müller

4 GOLS
Argentina - Messi
Brasil – Neymar
Holanda – Van Persie

Por Agência Futebol Interior

Após recorde negativo, Belletti exime Julio César: "É o menos culpado"

Julio Cesar Alemanha x Brasil, Mineirão (Foto: Reuters)

A defesa brasileira sai no mínimo abalada da Copa do Mundo. Apesar de ter jogadores que atuam nos principais clubes do mundo e são reconhecidos internacionalmente, o setor somou recordes negativos. O goleiro Julio César deixa o torneio como o mais vazado da história da Seleção, com 18 gols sofridos em Mundiais. Neste ano, foram 14, e em 2010, quatro. Apesar da marca, o ex-jogador Belletti vê o arqueiro como uma vítima de um sistema mal organizado, formado ainda pelos zagueiros Thiago Silva e David Luiz e pelos laterais Marcelo e Daniel Alves, que foi substituído por Maicon desde as quartas de final.

- É o menos culpado de todos os gols que a Seleção tomou. Os erros que a seleção brasileira cometeu foram erros que a gente vê em equipes de qualquer lugar do nosso país, na primeira ou segunda divisão. Um bombardeio para o gol, um atrás do outro, onde o goleiro tem de fazer milagre para que sejam menos traumáticas as derrotas. Nos temos dois zagueiros que são considerados os melhores do mundo, lateral-esquerdo do Real Madrid, lateral-direito do Barcelona, um volante que foi referência na Copa das Confederações e que juntos não deram certo na Copa do Mundo - disse o campeão mundial em 2002.

Belletti acredita ainda que uma das razões para as falhas da defesa foram as faltas de treinamento. Momento mais evidente da fragilidade do setor, a goleada por 7 a 1 sobre a Alemanha, a maior já sofrida na história pela Seleção, foi relembrada pelo comentarista.

- Você pode ter os melhores jogadores, mas tem de ter o sistema para dar certo, o treinamento para dar certo. Contra a Alemanha foi uma zaga (Dante e David Luiz) que nunca jogou e dificilmente treinou junto, contra um ataque extremamente poderoso, que deitou e rolou - concluiu o ex-jogador.

No sábado, o Brasil sofreu outros três gols, na derrota para a Holanda por 3 a 0 na disputa pelo terceiro lugar. No domingo, o time acompanha a algoz Alemanha na final contra a Argentina. O jogo será no Maracanã, às 16h.

Por SporTV.com Foto Reuters

Brasil despreza perdão da torcida, perde outra e sai da Copa vaiado


O dono da festa saiu dela envergonhado. A Seleção Brasileira, que imaginava poder ser hexacampeã na Copa do Mundo que sedia, não conseguiu nem manter o perdão que recebeu da torcida neste sábado. O time montado por Luiz Felipe Scolari foi incapaz de terminar o torneio com o terceiro lugar e voltou a ter motivo para indignar quem esteve no Mané Garrincha ao perder da Holanda por 3 a 0 neste sábado.

A torcida que foi gritou “pentacampeão” e aplaudiu a equipe no início do jogo, só não desculpando Felipão pela humilhante derrota por 7 a 1 para a Alemanha na semifinal. Mas acabou ampliando a vaia para todos que vestiam verde e amarelo no gramado e percebeu que, sem nada a comemorar no presente, foi necessário recorrer ao passado, terminando o Mundial lembrando que só Pelé fez mil gols. Jô, substituto do criticado Fred em Brasília, não está nem chegará perto disso na carreira.

Os novos motivos para protestos não demoraram a aparecer. Antes dos dois minutos, o Brasil não tinha conseguido dominar a bola quando Robben venceu disputa pelo alto e tabelou com Van Persie para ser agarrado perto da área por Thiago Silva. Como nada dá certo para os anfitriões, o árbitro deu pênalti, que Van Persie converteu. Ainda no primeiro tempo, David Luiz tentou afastar cruzamento de De Guzmán, em posição duvidosa, e acabou ajeitando para Blind, completamente livre, fazer 2 a 0 aos 16 minutos.

A partir daí, o que se viu foi mais uma atuação vexatória pela qualidade dos comandados de Scolari, que ainda sofreram o terceiro gol nos instantes finais da partida. Não foi humilhante como uma goleada, mas serão raros os brasileiros que não saíram do estádio nesta noite sem se sentir envergonhado.

Por William Correia, enviado especial Brasília (DF) via Gazeta Esportiva Foto Djalma Vassão/Gazeta Press

Jornal diz que Mourinho foi procurado pela CBF para assumir Seleção


O jornal espanhol Marca noticiou que a CBF entrou em contato com José Mourinho para sondar seu interesse em assumir a vaga de Luiz Felipe Scolari na Seleção. O português teria se animado, mas avisado que só será possível topar o convite em 2017, quando acabará seu contrato com o Chelsea.

De acordo com o periódico, um dos principais dirigentes da CBF falou com o empresário Jorge Mendes para comunicar o interesse. José Maria Marin, presidente da entidade, teria se colocado à disposição para viajar a Londres e conversar com o treinador.

O ex-jogador Ronaldo é apontado pelo jornal como um dos defensores da contratação de Mourinho. Ainda segundo a publicação, o fato de que o português não poderia assumir agora não é visto como um grande problema. Mas a confederação põe 2016 como limite, não 2017.

Até lá, o treinador poderia ficar mais próximo de alguns jogadores da Seleção. Na temporada europeia que está para começar, Mourinho dirigirá os brasileiros Filipe Luís, Ramires, Oscar e Willian. E enfrentará vários outros atletas com potencial de convocação.

O jornal aponta a possibilidade de a CBF acertar com seu próximo técnico um contrato de dois anos. Ao fim do compromisso, os dirigentes poderiam avaliar seu desempenho e checar a disponibilidade de Mourinho, que já estará na parte final de seu acordo com o Chelsea.

Por Gazeta Esportiva Foto AFP

sexta-feira, julho 11, 2014

Emocionado, Neymar chora ao lembrar lesão e comenta derrota histórica da Seleção


Neymar voltou à Granja Comary nesta quinta-feira (09.07) após a lesão sofrida na partida contra a Colômbia, pelas quartas de final da Copa do Mundo da FIFA 2014. Reencontrou os companheiros após a trágica eliminação diante da Alemanha, cumprimentou a todos, e conversou com a imprensa pela primeira vez desde o lance que o tirou do Mundial.

O camisa 10 da Seleção Brasileira se emocionou ao lembrar da joelhada de Zuñiga e chorou diante dos jornalistas, mas também foi firme ao defender seus companheiros. O atacante admitiu que os 7 x 1 aplicados pelos alemães envergonharam não só a torcida, mas também ao grupo. No entanto, ele disse que a equipe não merecia sair da Copa desta forma.

Sobre uma possível participação na final, o jogador revelou que foi apenas especulação. Neymar disse que não teria condições de entrar no campo caso o Brasil se classificasse. Ele também comentou sobre a experiência de assistir à partida pela TV e o futuro da Seleção.

Confira o que disse o craque brasileiro.
Reencontro

Estou muito feliz por reencontrar meus companheiros. A gente começou juntos e vamos terminar juntos. O que importa é que estamos fechados, unidos e vamos terminar honestamente, honrando a camisa que a gente ama e sempre sonhou em vestir.


A derrota para a Alemanha
Depois dessa derrota a gente se sente humilhado, envergonhado, porque não queríamos isso. Mas não é por causa de uma derrota praticamente histórica que temos que baixar a cabeça. Faz parte do futebol, o esporte é assim. Você está ali no campo para ganhar ou perder. Vai doer por muito tempo, mas vai passar e dias melhores virão. Vamos fazer de tudo para devolver a alegria.


Apagão da Seleção
É uma coisa inacreditável, inexplicável. Não existe o “se eu estivesse em campo”. É muito fácil falar depois da partida. Sei como é conviver com um apagão dentro de campo. Você não consegue se organizar, acertar um passe, não consegue fazer nada. Ninguém queria perder, todo mundo queria o título e trabalharam para isso. Infelizmente aconteceu com a gente, mas somos fortes o suficiente para aguentar tudo isso.


Neymar como torcedor
Acompanhar pela TV é muito ruim. Eu não gosto de torcer. Por isso procuro não assistir a jogos. Mas como eram meus companheiros, eu tinha que assistir e virar mais um torcedor.


Imagem
Tivemos a oportunidade, fizemos de tudo para marcar nosso nome na história de uma forma positiva e falhamos, erramos, deixamos a desejar. Sabemos que não fizemos uma campanha boa, não demonstramos nosso melhor futebol. Não foi um futebol de Seleção Brasileira, superior, que encanta a todos. Faço parte de uma seleção que vai ficar marcada por uma goleada, infelizmente. Acho um pouco de injustiça, como aconteceu com o Barbosa em 1950. Mas não podemos ficar chorando todos os dias, de cara feia. Já sofremos, já choramos, agora é voltar a sorrir


Seleção Brasileira
A Seleção vai ser sempre a Seleção. Sempre o país que encanta a todos com seu futebol, independentemente do que aconteceu ou se estiver perdendo. Tem que ser respeitada.

Terceiro lugar
Vamos encarar o jogo de sábado (12.07) como se fosse uma final e terminar a Copa sorrindo, com uma vitória. Não vai confortar tanto, assimilar a dor, mas é importante.

Semana da lesão
Se eu fosse imaginar uma semana ruim, não imaginaria essa. Está sendo pior. Mas por causa de mensagens de pessoas que me enviaram incentivo, da minha família, dos meus amigos e meus companheiros, espero que tudo passe muito rápido. Mas vai ficar tudo de aprendizado.

Elogios ao grupo
Fomos fracassados sim, perdemos, mas faz parte do futebol. Não queríamos perder dessa forma, mas pelo menos eles correram, buscaram até o final. Estavam perdendo de 7 x 0 e correram até o fim. Sinto orgulho de cada um, admiro esses caras.

Torcida na final
Desejo sorte às duas equipes, mas espero que vençam meus companheiros Messi e Mascherano. Para o futebol, pela história que o Messi tem, de ter conquistado muita coisa, quase tudo, acho que ele merece. Estou torcendo porque é um amigo. Não estou torcendo para a Argentina, e sim para os dois. Eu sou Messi Futebol Clube.

Falta de Zuñiga
Foi um lance que eu não concordo, não aceito. Todo mundo que entende de futebol sabe que não é uma entrada normal. Quando você quer fazer uma falta para parar o jogo, principalmente quando o cara está de costas, você chuta o tornozelo, segura, empurra. Da forma como a bola estava chegando, não é situação de jogo. Muitos falam que sou “cai cai”, não ligo pra isso. Mas quando eu estou de frente, eu tenho a visão periférica e consigo me defender. De costas eu não consigo. A única coisa que pode me defender é a regra. Foi um lance que eu não tive como me defender. Se fosse 2 cm para dentro, eu poderia estar numa cadeira de rodas.

Recuperação para a final
Não teria chance de jogar. O Runco tinha falado que eu estava fora, por isso fui para casa, ficar perto da família. Seria pior ficar. Eu não ia ter força para incentivar meus companheiros. Queria estar junto com eles, mas só de vê-los treinando hoje já me deu uma saudade, imagina se eu tivesse ficado a semana inteira.

Mudanças na Seleção
Nós brasileiros temos uma mania um pouco errada de quando se perde, tem que mudar. Futebol não é assim. A gente aprende na derrota também. Quando se perde, tem que corrigir, 
e se corrige treinando e trabalhando.

Por Portal da Copa Foto Jefferson Bernardes/Vipcomm

Argelino Djamel Haimoudi é o escolhido para apitar Brasil x Holanda


Nesta quinta-feira 10, a Fifa escolheu o árbitro responsável por conduzir o duelo entre Brasil e Holanda, partida que define o terceiro lugar da Copa do Mundo. Trata-se do argelino – e enfermeiro – Djamel Haimoudi, que se torna o primeiro africano a atuar em tal estágio do torneio. Esta será sua a quarta partida em solo brasileiro.

Haimoudi ficou marcado na Copa pelo pênalti duvidoso marcado no duelo entre Austrália e Holanda, em Porto Alegre-RS, válido pela primeira fase. Na ocasião, o argelino acusou que o defensor europeu Janmaat cortou um cruzamento com a mão. A polêmica rendeu o gol do capitão Jedinak, mas não evitou o triunfo da Laranja Mecânica, pelo placar de 3 a 2.

Adiante, o enfermeiro conduziu o empate sem gols entre Costa Rica e Inglaterra e a vitória dramática da Bélgica sobre os Estados Unidos, na prorrogação. Tal encontro, decidido ao longo de 120 minutos, foi o único apitado pelo africano na fase eliminatória de 2014.

No currículo, o árbitro de 43 anos soma duas partidas da Copa das Confederações (2013), um Mundial do Clubes (2012). Foi dele também a condução da final da última Copa Africana de Nações, entre Nigéria e Burkina Faso. Na ocasião, melhor para as Águias, que venceram por 1 a 0.

Por Gazeta Esportiva Foto AFP

Despedida fria: Seleção dá adeus à Granja sob chuva; hexa fica no adesivo

Frio e chuva, 10 graus no ultimo dia de treino na Granja Comary (Foto: Janir Júnior)

No dia 26 de maio, em meio aos sorrisos e declarações otimistas num dia de sol no Rio de Janeiro, os jogadores subiram a Serra para dar início à preparação para a Copa do Mundo; nesta sexta-feira, dia 11 de julho, com chuva, frio, termômetros marcando 10 graus e desculpas para o vexame da eliminação na derrota por 7 a 1 para a Alemanha, a seleção brasileira faz sua última atividade na Granja Comary e se despede de Teresópolis. Às 15h, o ônibus com a inscrição "preparem-se, o hexa está chegando", desce a serra não para levar o time para à tão sonhada final, mas sim para o aeroporto de onde seguirá para Brasília. Neste sábado, exatamente um mês após estrear no Mundial com vitória por 3 a 1 sobre a Croácia, a equipe de Felipão enfrenta a Holanda, às 17h, na disputa pelo terceiro lugar.

Neymar, que se reintegrou ao grupo, segue com a delegação para Brasília. Nesta sexta, jogadores poderão ter o último contato com torcedores de Teresópolis, que, no último mês e meio, enfrentaram frio, vararam madrugadas, gritaram, invadiram o campo da Granja e, mesmo depois do vexame diante da Alemanha, estiveram presentes no treino desta quinta para demonstrar apoio à Seleção.

O carinho serviu como combustível para a paixão infantil. Como no dia 8 de junho, quando o pequeno Bernardo Ramos, de 8 anos, invadiu o campo. Um dos seguranças tentou retirar o menino, mas Neymar correu na direção da grade que separa o condomínio do campo 2 da Granja Comary e chamou o garoto para bater bola e tirar foto com alguns titulares que ainda estavam no gramado.

O apoio foi total e irrestrito. Todo santo dia lá estavam os torcedores marcando presença nas cercanias da Granja, com faixas e cartazes. Quando o ônibus deixava a concentração para o deslocamento para as partidas, dezenas de torcedores; quando voltava, quase sempre na madrugada, era recepcionado com o calor humano de quem se contentava com o mais simples aceno.

Depois da derrota por 7 a 1 na terça-feira, a Seleção retornou de Belo Horizonte e chegou à Granja por volta de 2h. Eram poucos, seis torcedores apareceram para dar apoio. Logo ao lado, uma faixa com a palavra “vergonha” foi rapidamente retirada.

Teresópolis se vestiu de verde e amarelo durante a Copa. Foi a cidade da Seleção. Nesta sexta, depois do treino pela marcado para às 10h30, o time de Felipão deixará a Granja às 15h.

Resta saber se os torcedores lá estarão em peso, enfrentando a chuva insistente e o frio. Apenas cinco torcedoras apareceram nas primeiras horas da manhã desta sexta. Será a última oportunidade de receber um aceno que seja.

Escoltado pela polícia, o ônibus seguirá com a delegação para a disputa do terceiro lugar. E com o adesivo estampado nas janelas: “preparem-se, o hexa está chegando”. Talvez uma versão atualizada bem poderia dizer: “aguardem, o hexa agora só em 2018”.

Por Janir Júnior Teresópolis, RJ via GE Foto Janir Júnior

Holanda chega à Brasília com cara de poucos amigos

Van Gaal durante partida da Holanda

A disputa do terceiro lugar da Copa do Mundo de 2014 coloca as seleções da Holanda e do Brasil em duas situações diferentes. Os brasileiros têm de tentar amenizar o desastre da goleada catastrófica de 7 a 1 para Alemanha, enquanto os holandeses não fazem questão de esconder a frustração por disputar um jogo que para eles não tem valor algum.

O técnico Van Gall deixou bem claro sua insatisfação com a realização dessa partida. “Isto é um duele desnecessário. É um cumprimento de protocolo”, disparou o mal humorado treinador holandês.

Já o defensor De Vrij afirmou que uma vitória e a conquista do terceiro lugar serão importantes, pois a torcida holandesa ficaria mais conformada com a perda do título.

Na chegada ao hotel em Brasília, praticamente não haviam torcedores aguardando o selecionado holandês. O técnico Van Gall dará entrevista coletiva a partir das 11h30 no estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.

Um grupo de 300 torcedores da laranja mecânica é aguardado nas próximas horas para acompanhar o jogo da disputa do terceiro lugar entre Brasil x Holanda, neste sábado, às 17 horas, no estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.

Por Sérgio Porto

Brasil iniciará renovação da seleção com partida em Natal



Ainda falta confirmar a data oficial, mas o primeiro encontro da seleção brasileira com a torcida pós-Copa será em Natal. Sem a conquista do hexacampeonato e a goleada histórica sofrida para a Alemanha na semifinal, o provável processo de renovação do selecionado nacional deverá começar por solo potiguar.

Apesar de a Copa ainda não ter terminado, existe a expectativa pela mudança do treinador gaúcho Felipão que está há um ano e meio à frente do selecionado nacional. Não apenas ele, o próprio elenco de 23 jogadores deverá passar por alterações e substituições de olho na Copa América e nos compromissos seguintes.

A confirmação havia sido feita em meados do mês de maio pelo presidente da Federação Norte-riograndense de Futebol (FNF), José Vanildo, após uma reunião na sede da CBF, com o presidente e o vice da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin e Marco Polo Del Nero.

O duelo será disputado na primeira “data Fifa” do pós-Copa. No site da entidade, após o mundial, a semana entre o dia 01 e 09 de setembro está reservada para realização dos primeiros amistosos entre seleções após a disputa do Mundial de futebol no Brasil.

“Ficou acertado que o primeiro jogo da Seleção, pós-Copa, será em Natal, um compromisso assumido nessa reunião com a Federação e o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves. O jogo será na primeira data Fifa”, garantiu o presidente da FNF na oportunidade.

Antes disso, no entanto, o Brasil entrará em campo para a decisão do terceiro lugar da Copa do Mundo, para enfrentar o perdedor de Argentina e Holanda, que se enfrentam nesta tarde, para ir à final para enfrentar a Alemanha. No sábado (12), a seleção brasileira enfrenta o perdedor do duelo de logo mais.

Amistosos
As datas seguintes para a seleção brasileira no ano já estariam com seus respectivos jogos definidos. A CBF já havia confirmado que o Brasil vai enfrentar a Argentina no dia 11 de outubro, no Estádio Ninho do Pássaro, em Pequim, no Superclássico das Américas.

Depois disso, no dia 12 de novembro, na cidade de Istambul, a equipe vai enfrentar a Turquia, em duelo com horário ainda indefinido na última data reservada para amistosos de selecionados nacionais. A seleção turca não conseguiu se classificar para a Copa e ocupa atualmente a 39ª colocação no ranking da Fifa.

Por Bruno Araújo via Portal no Ar