quinta-feira, julho 10, 2014

Primeira mão: bola da final da Copa já está pronta para desfilar no Maracanã

Bola Final Alemanha x Argentina Copa do Mundo (Foto: Cintia Barlem )

A artista principal já está pronta. A fornecedora oficial de material esportivo da Fifa gravou na bola da Copa do Mundo na noite desta quarta-feira os nomes das duas seleções que disputarão a final no próximo domingo, às 16h (de Brasília), no Maracanã: Alemanha (Germany, em inglês) e Argentina. O item ainda leva a data e o nome do estádio que receberá o grande evento. O tempo? Apenas dez minutos para que os grandes adversários estivessem lado a lado no objeto de desejo das redes do templo do futebol.

O trabalho coube ao profissional alemão Peter Sauerhammer. Orgulhoso do processo pelo qual é responsável, diz que sua maior felicidade é que as pessoas vejam pela TV ao menos de relance quando a bola posa em cima do pedestal entre as duas equipes. Mas como legítimo torcedor germânico, ele não deixou de apostar em um placar para a decisão do Mundial.

- Acredito que irá para a prorrogação e será 3 a 2 para a Alemanha. Sem pênaltis - disse Sauerhammer.

Os alemães asseguraram a vaga na decisão com a goleada diante do Brasil por 7 a 1 em partida disputada na terça, no Mineirão. Já a Argentina garantiu a classificação nos pênaltis após 0 a 0 com a Holanda, nesta quarta, na Arena Corinthians. A bola da decisão de terceiro e quarto lugares, sábado, no Mané Garrincha, também ganhou os nomes de Brasil e Holanda.

A Brazuca, fabricada pela Adidas, substituiu a Jabulani, que ficou famosa nos gramados da África do Sul em 2010. As cores e o design dos seis painéis da bola foram inspirados nas fitas da sorte do Senhor do Bonfim da Bahia e simbolizam a paixão e alegria associadas ao futebol no Brasil. Para a final, a Brazuca ganhou uma edição especial com as cores verde e dourada.

Texto e Foto por Cintia Barlem Rio de Janeiro via GE

Missão Rússia 2018: Brasil inicia ciclo em busca de goleiro e centroavante


Logo depois da goleada de 7 a 1 sofrida diante da Alemanha, Luiz Felipe Scolari disse que até 15 jogadores desta seleção brasileira poderão disputar a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Mas será difícil que a previsão do treinador se confirme. Daqui a quatro anos, 18 atletas do grupo terão pelo menos 30 anos de idade. Entre eles, o goleiro e o centroavante, duas posições-chave de uma equipe de futebol que iniciam o novo ciclo como as maiores incógnitas do Brasil.

Julio César terá 38 anos no próximo Mundial e já disse, após a vexatória eliminação, que essa foi sua terceira e última participação no torneio. Fred é quatro anos mais jovem que ele, mas as limitações físicas que demonstrou em 2014 e o histórico de problemas clínicos não indicam que ele esteja apto na Rússia.

A interrogação é ainda maior ao se constatar que os reservas não são tão mais jovens assim. Victor e Jefferson, os goleiros, terão 35 anos, mais do que Julio nessa Copa de 2014, enquanto Jô estará com 31. Para ele, mais do que a idade, superar a desconfiança geral e a frustrante participação como suplente de Fred será o principal desafio.

A média de idade da Seleção que sucumbiu diante dos alemães na semifinal é de 27,8 anos. Apenas Neymar, Oscar, Paulinho, Willian e Bernard estarão abaixo dos 30 em 2018. A dupla de zaga que se mostrou ponto forte da equipe durante o Mundial, com Thiago Silva e David Luiz, estará numa idade considerada boa para jogadores da posição, de maturidade. O capitão com 33 e seu carismático companheiro, único aplaudido após a eliminação, com 31.

Passará pelos defensores e jovens já mais amadurecidos, como Neymar, que terá 26 anos, o início da construção de um novo time, ainda sob comando indefinido. O acordo de Luiz Felipe Scolari com a CBF termina ao fim da Copa. Antes do início, o presidente José Maria Marin havia manifestado desejo de continuar com o treinador, que não falou sobre o futuro. É bom lembrar que Marin, em janeiro, volta a ser vice-presidente, numa troca de cargos com Marco Polo Del Nero, vencedor da última eleição para comandar a entidade.

Os laterais não brilharam em 2014. Marcelo, o mais regular deles na Copa, terá 30 anos, o que não parece um obstáculo à sua permanência. Já do lado direito, há problemas: Maicon e Daniel Alves, além de não terem jogado bem, estarão com 36 e 35, respectivamente. Dificilmente suportarão mais um Mundial.

Apontar novos nomes é arriscado por vários aspectos. Em 2010, apostava-se em Alexandre Pato e Paulo Henrique Ganso como alicerces de talento do time de 2014, mas nenhum deles resistiu ao ciclo de quatro anos. Surgiram outros candidatos, como Lucas e Philippe Coutinho, que não foram à Copa, mas têm gás e muito tempo de carreira pela frente.

Quando Felipão anunciou os 23 convocados para a Copa do Mundo, não houve chiadeira. Falava-se no nome de Miranda, zagueiro de destaque no Atlético de Madrid, mas nenhum excluído causou clamor popular. Kaká, Robinho, Luis Fabiano, Ronaldinho... São veteranos que, muito provavelmente, não terão outro Mundial no currículo.

Depois da decisão do terceiro lugar, no sábado, em Brasília, contra o perdedor do jogo entre Argentina e Holanda, o Brasil só voltará a campo no início de setembro, ainda sem datas confirmadas, mas em prováveis amistosos contra Colômbia e Equador. Será o primeiro passo da Seleção, que levará para a Rússia o sonho do hexacampeonato.

Por Alexandre Lozetti Belo Horizonte

Arrogância! Craque Falcão detona entrevista de Felipão e Parreira


A entrevista coletiva dada pelo técnico da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari, e pelo coordenador técnico Carlos Alberto Parreira só não foi pior que a goleada para a Alemanha. Nem mesmo o craque do futsal Falcão perdoou a arrogância da dupla da Seleção, que não admitiu o péssimo trabalho na Copa do Mundo.

Através de seu perfil no Twitter, o jogador da Brasil Kirin fez duras críticas às respostas, quase todas irônicas, dadas pela dupla que comanda a comissão técnica brasileira. “Entrevista coletiva "Desastrosa" !! Cheio de desculpas prontas!! Ninguém assume que temos que evoluir!”, escreveu o Pelé das quadras.

Por Agência Futebol Interior

Em coletiva de Imprensa Comissão Técnica da CBF justifica massacre alemão: experiência

Scolari durante entrevista coletiva nesta quarta-feira, em Teresópolis / Heuler Andrey/Mowa Press


Felipão surpreendeu a muitos em uma coletiva de imprensa que não estava marcada nesta quarta-feira. Uma de suas justificativas para a derrota histórica do Brasil para a Alemanha por 7 a 1 foi a experiência, que para ele sobrou aos europeus.

“Essa equipe da Alemanha tem oito anos de preparação, nós temos um ano e meio. De Copa do Mundo, tínhamos seis jogadores que já disputaram a competição. A Alemanha tinha quatro do grupo de 2006 e ainda outros muitos de 2010. A experiência é importante”, declarou o treinador.

Apesar do discurso, Felipão não explicou porque não convocou atletas mais experientes em Mundiais, já que considerava isso tão importante, mesmo tendo nomes como Robinho, Kaká, e Ronaldinho Gaúcho pedidos por grande parte da população. Aos contrário, disse que se pudesse voltar no tempo, a escalação seria praticamente a mesma.

“Se fossemos fazer uma nova convocação agora, talvez atingiríamos 95% dos nomes de hoje e chegamos em uma semifinal que não acontecia desde 2002”, preferindo ressaltar que esse grupo estará muito mais experiente para a próxima Copa.

Felipão também ressaltou o trabalho de base feito pela Alemanha e que o Brasil está tentando fazer isso também.

“O Brasil revela bons jogadores, mas temos que entender que eles se revelam a vão cedo para o exterior e só depois com muita pesquisa descobrimos eles lá. Pode ser que no futuro venha uma lei que deixe esses jogadores mais tempo aqui. Já temos bons cursos, um trabalho de base sendo feito pela CBF junto aos jovens treinadores e junto aos treinadores das categorias de base. Muitas vezes isso não é passado ao público de forma tão explícita, mas já está sendo feito na administração do Marín”, revelou.

Por fim, admitiu que a derrota foi sofrível, mas que não houve um erro de preparação para a Copa e que agora a missão é lutar pelo terceiro lugar. “Eles chegaram até à semifinal, ficaram entre os quatro melhores do mundo. Não dá pra denegrir todo mundo por causa de um resultado, apesar de ficar para a história”.

Fonte Band Esportes Foto Heuler Andrey Mowa Press

Van Gaal compara 7 a 1 a pênaltis e vê vantagem do Brasil na tabela


O técnico da Holanda, Louis Van Gaal, voltou a reclamar da tabela da Seleção Brasileira nesta Copa do Mundo. Depois de ter sido derrotado nos pênaltis para a Argentina, na semifinal desta quarta-feira, o treinador negou que sua equipe tenha um sentimento melhor do que os anfitriões para a disputa do terceiro lugar e ainda criticou o tempo maior de preparação que o elenco de Luiz Felipe Scolari terá até sábado.

“Acho que perder por 7 a 1 é como ser derrotado nos pênaltis”, declarou o técnico, sem analisar com mais detalhes o vexame brasileiro diante da Alemanha, na outra semifinal. O que Van Gaal deixou evidente foi sua irritação por ter de disputar mais uma partida nesta Copa mesmo sem ter chance de título, sentindo-se ainda em desvantagem na preparação.

“Esse jogo nunca deveria ser disputado e já digo isso há dez ou 15 anos, mas vamos ter que jogar. É injusto também, porque teremos um dia a menos para nos recuperar. Isso não é fair play, não são as condições justas de jogo”, reclamou.

A Seleção Brasileira disputou sua semifinal, contra a Alemanha, na terça-feira, enquanto os holandeses só entraram em campo nesta quarta. A disputa pelo terceiro lugar está agendada para sábado, às 17 horas (de Brasília), no estádio Mané Garrincha.

Esta não é a primeira vez que Van Gaal vê benefícios à seleção verde e amarela na tabela. Na rodada de encerramento da primeira fase desta Copa, o treinador contestou a ordem das partidas, já que o grupo B, em que estava sua equipe, foi decidido antes da chave A, dos anfitriões. O cruzamento nas oitavas de final foi justamente entre os dois grupos, e o Brasil entrou em campo sabendo quem poderia enfrentar.

Na época, Felipão se irritou com a desconfiança e chamou o holandês de “burro ou mal-intencionado”. Agora, os dois treinadores terão de preparar suas respectivas equipes para o jogo que Van Gaal considera desnecessário.

“O pior de tudo é que existe a chance de você perder duas vezes seguidas. Depois de ter jogado de forma tão maravilhosa durante o torneio, você pode ir para casa como perdedor e isso não tem nada a ver com esporte. Nas etapas finais de torneio, ninguém deveria passar por isso, não deveriam jogar pelo terceiro lugar, porque o único prêmio é a taça de campeão do mundo”, encerrou.

Por Bruno Ceccon, Luiz Ricardo Fini e William Correia São Paulo (SP) Foto Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

Polêmica: 'Marin e Del Nero tinham que estar presos', diz Romário


Herói do tetra, Romário hoje é deputado federal pelo Rio e um dos principais críticos da gestão de José Maria Marin à frente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Nesta quarta-feira, um dia depois de o Brasil levar 7 a 1 da Alemanha, no Mineirão, na semifinal da Copa, o ex-jogador foi às redes sociais para, mais uma vez, cobrar mudanças no comando do futebol brasileiro.

"Marin e Del Nero tinham que estar era na cadeia! Bando de vagabundos!", escreveu o perfil oficial Deputado Federal Romário, pertencente ao ex-jogador. "Nosso futebol vem se deteriorando há anos, sendo sugado por cartolas que não têm talento para fazer sequer uma embaixadinha. Ficam dos seus camarotes de luxo nos estádios brindando os milhões que entram em suas contas. Um bando de ladrões, corruptos e quadrilheiros!", postou.

No longo texto, Romário, desafeto de Felipão na época de atleta, só cita o treinador uma vez na postagem, quando pergunta se o leitor acredita que o problema é só dos jogadores ou do treinador. "Nem de longe", responde Romário, para começar a criticar a direção da CBF.

O deputado reclama que está "há quatro anos pregando no deserto sobre os problemas da CBF, uma instituição corrupta gerindo um patrimônio de altíssimo valor de mercado, usando nosso hino, nossa bandeira, nossas cores e, o mais importante, nosso material humano, nossos jogadores".

Ele lembra, porém, que o problema não está somente na gestão da CBF. "(Os clubes) também são responsáveis por essa crise. Gestões fraudulentas, falta de investimento na base, na formação de atletas. Grandes clubes brasileiros estão falindo afogados em dívidas bilionárias com bancos e não pagamentos de impostos como INSS, FGTS e Receita Federal", aponta.

Romário reforça o pedido de instauração da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da CBF, mas critica sete deputados que "fizeram os gols que desclassificaram nosso futebol e nos tirou a chance de moralizar nosso esporte". O ex-jogador cita Rodrigo Maia (DEM -RJ), Guilherme Campos (PSD-SP), Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), José Rocha (PR-BA) , Vicente Cândido (PT-SP), Jovair Arantes (PTB-GO) e Valdivino de Oliveira (PSDB-GO) como membros da "Bancada da CBF".

Por Agência Estado via Agência Futebol Interior 

Copa no Brasil é a segunda com mais gols da história, a apenas quatro da edição de 1998


A semifinal da Copa do Mundo de 2014 chegou ao fim com dois resultados inéditos nesta fase da competição, para alegria de alemães e argentinos e tristeza de brasileiros e holandeses. Após os placares: Alemanha 7 x 1 Brasil e Argentina 0 x 0 Holanda no tempo normal (4 x 2 nos pênaltis para os sul-americanos), a média de gols do Mundial está em 2,69 por partida. A marca é a maior desde a edição de 1994 nos Estados Unidos, que teve 2,71 gols por jogo, e a décima segunda da história.

Nos 62 confrontos da Copa do Mundo disputados até o momento, foram marcados 167 gols. Esta é a segunda maior marca da história dos Mundiais, com quatro gols a menos do que o da edição de 1998, na França. A depender dos placares da disputa do terceiro lugar entre Brasil x Holanda, no sábado (12.07), em Brasília, e da decisão entre Alemanha x Argentina, no dia seguinte no Rio de Janeiro, a competição pode terminar com o maior número de gols entre as 20 edições do torneio.

A derrota da Seleção Brasileira, além de ser a maior em cem anos de história da equipe, é a maior goleada em uma semifinal de Copa do Mundo com o formato de jogos eliminatórios. Apenas em 1950, com a vitória do próprio Brasil por 7 x 1 contra a Suécia e, em 1978, quando a Argentina venceu por 6 x 0 o Peru, houve resultados com a mesma diferença de gols. Apesar de terem sido em uma fase que antecedeu à final, nas duas ocasiões o formato não era de mata-mata. O placar também é o maior que um país anfitrião da Copa do Mundo já sofreu.
Público
Com os 63.267 torcedores que presenciaram a classificação da Argentina para a final, na Arena Corinthians, em São Paulo, o Mundial chegou a um público total de 3.287.101 nesta quarta-feira (09.07). O número também leva a atual edição do torneio ao patamar das Copas com maiores presenças nas arquibancadas. A primeira é a do Mundial de 1994, com 3,58 milhões de pessoas, e a segunda é a do torneio de 2006, com 3,35 milhões de pessoas. A Copa do Mundo de 2014 está no terceiro posto e, provavelmente, ultrapassará o Mundial da Alemanha, disputado há oito anos.

A média de público do Mundial no Brasil já é a segunda maior de todos os torneios. Com 53.017 torcedores por partida, a edição deste ano só perde para a dos Estados Unidos, que teve 68.991 pessoas por jogo e não seria alcançada mesmo antes da abertura da Copa do Mundo de 2014, pela diferença de tamanho dos estádios.
Fonte Portal da Copa

Argentina volta à final nos penais e proclama independência de Maradona


Há 198 anos, a Argentina proclamou a independência do domínio espanhol. No mesmo 9 de julho, mas em 2014 e em terras brasileiras, o país se tornou independente de quem, na verdade, o orgulha. No estádio de Itaquera, a seleção ficou no 0 a 0 com a Holanda no tempo normal e na prorrogação e, nos pênaltis, chega pela primeira vez a uma final de Copa do Mundo desde a aposentadoria do eterno ídolo Maradona.

Em 1990, na Itália, Maradona levou o país à decisão. Nesta quarta-feira, a Argentina não precisou nem de Messi, já que o agora herdeiro da camisa 10 e da faixa de capitão não acertou quase nada em São Paulo, a não ser ao converter sua penalidade. O goleiro Romero, porém, foi suficiente, defendendo as cobranças de Vlaar e Sneijder e garantindo vitória na disputa por 4 a 2.

Durante os 120 minutos anteriores aos pênaltis, o que se viu foi um duelo tático, cheio de marcação e com pouco espaço para Messi e Robben mostrarem por que são candidatos a craque do torneio. No fim do tempo normal, contudo, Mascherano virou herói ao dar carrinho e bloquear chute de Robben na pequena área. Como também faltou eficiência nos pênaltis, cabe a Holanda disputar o terceiro lugar às 17 horas (de Brasília) no sábado, contra o Brasil, no Mané Garrincha.

No domingo, é a vez de os argentinos tentarem voltar a ser campeões mundiais a partir das 16 horas, no Maracanã. A divindade atribuída a Maradona é lembrada até hoje em canções das torcidas e explica a presença do país na final de 24 anos atrás diante da Alemanha, que celebrou seu tricampeonato.

Agora, diante do mesmo adversário, cabe à seleção de Messi se vingar da frustração de Maradona na Itália. É a chance de, enfim, proclamar independência do eterno ídolo. Ou morrer na praia no Rio de Janeiro com mais um vice-campeonato enquanto os germânicos fazem festa.

Por Bruno Ceccon, Luiz Ricardo Fini e William Correia Foto Djalma Vassão/Gazeta Press

quarta-feira, julho 09, 2014

CBF sinaliza com Tite para substituir Scolari


Felipão deixa a seleção depois do jogo de sábado contra Holanda ou Argentina. A Seleção já tem amistosos agendados para o segundo semestre deste ano. E haverá pouco tempo para a troca de comando. No dia 5 de setembro, em Miami, enfrenta a Colômbia, no jogo que pode marcar o reencontro de Neymar com o lateral Zúñiga, responsável pela joelhada que o tirou da Copa. Depois, terá o Superclássico das Américas, contra a Argentina, em Pequim (CHI), e a partida diante da Turquia, em Istambul (TUR), nos dias 11 de outubro e 12 de novembro, respectivamente.

Por enquanto, o primeiro da lista para o lugar de Felipão é Tite, sem clube desde que deixou o Corinthians, no fim do ano passado. O trabalho que ele fez no clube e a forma como conquistou a Libertadores de 2012, de forma invicta, são usadas por quem defende seu nome na CBF. Alexandre Gallo, ainda inexperiente, não deve assumir a equipe principal, mas é o maior favorito para a Seleção Olímpica, que começará a ser preparada para a Olimpíada do Rio, em 2016.

A decisão sobre o novo treinador será tomada por Marin e Marco Polo Del Nero, sucessor já eleito na presidência da CBF, e na minha avaliação – já bati nesta tecla – a entidade vai continuar errando. Vai perder o trem da história ao não contratar um treinador de fora, para oxigenar o comando e a estrutura da seleção.

Por Marcos Lopes da Rádio Globo Natal 

No dia de jogo decisivo, Van Gaal vê 50% de chances para cada time


Por uma vaga na final da Copa do Mundo, Holanda e Argentina se enfrentam na tarde desta quarta-feira, em São Paulo. Na véspera da partida, a ser disputada na Arena na Arena Corinthians, o técnico Louis Van Gaal evitou apontar um dos rivais como favorito.

“Nas semifinais, os times estão no mesmo nível. Os resultados das oitavas e das quartas já mostraram equilíbrio. Na minha opinião, as chances são de 50% para cada um. Precisamos ter sorte”, afirmou Van Gaal na tarde de terça-feira, já na arena de Itaquera.

O intenso equilíbrio nas fases eliminatórias vem sendo uma das marcas da Copa do Mundo do Brasil. Dois oito confrontos válidos pelas oitavas de final da competição, cinco foram para a prorrogação e dois acabaram decididos apenas nas cobranças de pênalti.

Já nas quartas, apenas uma partida não foi decida no tempo normal, justamente a da Holanda. Diante do arrojado time da Costa Rica, principal surpresa da Copa do Mundo, os atuais campeões mundiais precisaram dos pênaltis para garantir a vaga na semifinal.

A Holanda realizou seu último treinamento antes do confronto com a Argentina no Estádio do Pacaembu, na manhã desta terça-feira. Com problemas estomacais, o capitão Van Persie foi poupado, mas não deve ser problema para a partida. O volante De Jong e o zagueiro Vlaar, considerados dúvidas, participaram da movimentação.

Na véspera da semifinal da Copa do Mundo, o técnico Loius Van Gaal preferiu não entrar em detalhes sobre a escalação de sua equipe. Ele também desconversou quando questionado sobre o comportamento tático a ser adotado diante da Argentina, de Lionel Messi.

“Não posso dizer isso nesse momento por uma razão simples: não sei qual será a escalação da Argentina. Eles ainda têm vários pontos de interrogação e já usaram diferentes esquemas táticos no torneio. Isso pode provocar vários tipos de reação em nosso time”, declarou.

O confronto entre Holanda e Argentina será realizado às 17 horas (de Brasília) desta quarta-feira, na Arena Corinthians. O duelo é uma reedição da final da Copa do Mundo de 1978, realizada no país sul-americano e vencida pelos donos da casa por 3 a 1.

Fonte Gazeta Esportiva Foto Djalma Vassão/Gazeta Press

Após massacre alemão, treino argentino tem risos e corrida de Di María



A seleção argentina entrou com atraso no campo do estádio de Itaquera para treinar nesta terça-feira. Pareceu esperar o fim da goleada alemã por 7 a 1 sobre o Brasil para realizar a sua última atividade antes de enfrentar a Holanda pela semifinal da Copa do Mundo, e se mostrou bastante descontraída.

A imprensa teve acesso ao treino por cerca de 15 minutos. Não foi possível ver nada além de atividades físicas. Até que, na parte final, os jogadores disputavam uma roda de bobinho no círculo central e, ao final dela, sob as ordens da comissão técnica, trocavam abraços e sorrisos.

Os gestos são similares ao que Emerson Leão, por exemplo, executa em seus times, pedindo que seus jogadores se agrupem, abraçando-se em três, quatro ou cinco jogadores. As gargalhadas são costumeiras nesses momentos, e ocorreram minutos após os argentinos terem acompanhado o vexame brasileiro no Mineirão.

As consequências do resultado na outra semifinal em relação ao treino argentino ficaram claras também fora de campo. Era possível ouvir diversos fogos disparados de casas próximas ao estádio, espantando muitos argentinos, surpresos por ver brasileiros que compraram os rojões gastando-os à toa a cada gol alemão.

A imprensa argentina também parecia não dar tanta atenção aos poucos minutos de acesso ao treino do técnico Alejandro Sabella. Diversos repórteres posaram com o campo ao fundo e posando para fotos mostrando o número sete com os dedos, em clara alusão à goleada germânica.

Sobre o duelo diante da Holanda, não foi possível ver nenhuma evidência da escalação de Sabella, mas, caso a equipe avance, apareceu uma boa notícia. Vetado da semifinal por lesão muscular na perna direita, Di María deu voltas no campo e até chutou vagarosamente bolas no gol com a canhota. Mostrou que pode estar recuperado caso seu país atinja a final do Mundial. Já Aguero, que chegou a ser dúvida, treinou com bola normalmente.

Por Bruno Ceccon e William Correia São Paulo (SP) via Gazeta Esportiva Foto AFP

Blog lista dez motivos para José Mourinho ser o novo técnico da seleção brasileira. Concorda?

Mourinho Seleção Brasileira


Chega ao fim nesta Copa do Mundo a Era Felipão. É hora de renovar, mas não é nada fácil encontrar nomes que possam dar à Seleção aquilo que ela mais precisa: o equilíbrio emocional, tático e técnico para voltar a ganhar um Mundial. 

Não vejo entre brasileiros um treinador com essa capacidade no momento. Por isso, contei com a ajuda dos amigos Igor Rodrigues, Daniel Collyer, Thales Soares, Thiago Benevenutte, Eduardo Peixoto, Fábio Lima e Bruno Lobo para levantar dez razões para o português José Mourinho ser escolhido o novo técnico da seleção brasileira. 

Veja abaixo e dê seu comentário!
1 - Fala português;

2 - Vencedor: ganhou quase todos os títulos possíveis pelos clubes que comandou;

3 - Personalidade forte: na Seleção, tem que ser cascudo para aguentar pressão, assimilar críticas e ser para-raio do grupo;

4 - Adaptação tática: se está em vantagem, joga de um jeito, muitas vezes até abusando da retranca, que se mostra vencedora em mata-mata.

5 - Se dá bem com jogadores brasileiros: foi assim no Porto, Inter de Milão, Real Madrid e Chelsea, com Carlos Alberto, Deco, Marcelo, William, Oscar, David Luiz, Ramires, entre outros;

6 - Nunca treinou uma seleção: Já está na hora de receber tal oportunidade;

7 - Porque é muito melhor que qualquer brasileiro cotado atualmente ao cargo;

8 - Porque mostrou confiança que o Brasil seria campeão em 2014 e disse que torceria por isso;

9 - Frasista dos melhores, seja com tom fanfarrão ou com análise precisa. Basta ver o que disse antes da eliminação brasileira na Copa: "O Brasil é uma equipe lutadora, joga com o coração, todos os jogadores dão o máximo e isso é algo que respeito. Mas, na realidade, não praticam um futebol de qualidade, não tiram partido da qualidade de tantos bons jogadores que têm"

10 - Porque a Seleção merece ter à frente um cara com apelido 'Special One'.

Por Bernardo Pombo via Blog Pombo sem Asa